quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Sou ciumenta e depois?




“O ciúme nasce sempre com o amor, mas nem sempre morre com ele.” François La Rochefoucauld


Sou assim porque amo... porque a insegurança que parece adormecida por vezes acorda e abana-me... acho que sempre fui assim... até estranho haver pessoas que não têm ciúme... ou será que até têm, mas que não têm coragem de o admitir? Será porque nunca tiveram razões para o ter?
Faz doer... muito... tanto que apetece explodir e nos faz fazer coisas que nunca pensámos fazer... se o amor nos cega, o ciúme faz perder a razão... deixamos de agir de forma coerente... absorve-nos... toma conta de nós... dos nossos pensamentos... durante o dia e até quando dormimos... inventamos histórias dignas de novelas de horário nobre, capazes de captar audiências... filmes capazes de arrebatar óscares...
E se por vezes este sentimento adormece e parece que fica para trás... por vezes basta um pequeno sopro e lá volta de novo... por vezes sem qualquer razão...
Parece o vírus do herpes... sabemos que temos mas não sabemos quando aparece... apenas que quando se começa a manifestar tentamos minimizá-lo e curá-lo para que se vá embora o mais depressa possível... mas não tem cura, não há vacina que o domine! Assim é o ciúme...
Mas às vezes o ciúme até sabe bem... quando gera uma provocação que termina em momentos loucos de paixão... e nos arrebata de forma apaixonada e finalmente cansados adormecemos aconchegados num abraço... aí o ciúme adormece...

“Amar é sorrir por nada e ficar triste sem motivos, é sentir-se só no meio da multidão, é o ciúme sem sentido, é ser feliz de verdade” - Albert Camus

2 comentários:

Filipa M. disse...

Eu também sou mas gosto de dizer que não sou!!!
Ahahah

Mas sou sempre apanhada...

Manuel disse...

O amar não é motivo para ter ciúmes. O amor deve ser feito de confiança mútua. Esqueça e viva a vida com mais serenidade, o ciúme dá desconforto.
Mas que o tema é bonito..é!