quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sabores...

Fecho os olhos e sinto o aroma do teu perfume de baunilha na pele do teu corpo.
Percorro o teu corpo salgado pela água do mar depois do mergulho que deste...
Miro-te deitada e sinto inveja das gotas de mar que permanecem coladas a ti.

Quero poder percorrer os teus recantos e curvas sem medos.
Quero poder levar-te à loucura sem contar os minutos.
Quero ter-te comigo, vibrar com o teu olhar de desejo, ver-te morder o lábio.
Quero ouvir-te gemer sem receio que nos oiçam...
Quero provar-te, saborear-te sem pressas... no meu menu de desejo!
Quero-te para mim... aqui e agora!



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Posso?...

Há momentos em que nos apetece fugir... Estar connosco...
Ir para um sitio onde podemos deixar correr as lágrimas sem ter que explicar o porquê das mesmas...
Olhar o mar e sentir a brisa a acariciar-nos o rosto, ouvir as ondas... respirar fundo e absorver a maresia...
Abstrairmo-nos de tudo e de todos...

Há momentos em que nos apetece virar a mesa... e gritar "estou farta"... deixar para trás o que não nos realiza e partir à aventura... sem medos...

Há momentos em que queres acreditar que há um caminho certo para seguir e que mesmo que não seja o que vives que podes começar um novo.,. mesmo com incertezas no futuro.

Há momentos em que nos questionamos se é isto que queremos e não temos a resposta que gostariamos de ter... apenas nos deixamos questionar...

Há momentos em que a coragem nos falta para tomar decisões que apenas o coração conhece e que toldam a razão...

Há momentos que acontecem nas nossas vidas apenas para testar os momentos que vivemos...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Moinho

As suas vidas tinham entrado na rotina do dia-a-dia... tudo o que faziam era quase mecânico... sem mudanças nas suas vidas geridas pelo relógio e pelo passar dos dias. Os tempos de paixão brindados pelas pequenos mimos com que se brindavam tinham ficado para trás... os tempos de namoro onde por vezes a adrenalina do perigo lhes aumentava o desejo e excitação perderam-se nas rotinas, nas contas diárias, nas inseguranças e até nas pequenas desconfianças que por vezes se instalavam nas suas vidas.
 
Todos os dias saiam juntos para irem trabalhar apenas separando-se no momento exacto em que cada um seguia o seu caminho, já pouco conversavam a não ser dos acontecimentos presentes... Regressavam juntos depois de um dia preenchido... Depois era o chegar a casa e retomar as rotinas domésticas... até no exercício diário tudo parecia sempre planeado.
 
Naquele dia mais uma vez sairam para a sua corrida lado a lado cada um com os seus phones e ouvindo músicas diferentes... em passo de corrida... o tempo estava carregado, anunciando uma trovoada e com cheiro de chuva ao longe... já distantes de casa foram apanhados pelas primeiras gotas que começaram a cair primeiro ao de leve mas rapidamente transformando-se em chuva forte. Não se via ninguém naquele caminho, pararam para ver onde se poderiam abrigar e foi então que avistaram aquele moinho abandonado ao longe... trocaram olhares e sem falar dirigiram-se para aquele que era o único abrigo à sua volta...
 
A porta estava semi aberta... empuraram e entraram... nesse momento os seus olhos cruzaram-se e olharam-se como havia tempo que não acontecia, a chuva tinha-os molhado e as roupas estavam coladas revelando curvas sem pudores. Ele deu-lhe a mão e sem dizer uma palavra levou-a para junto da escada interior do moinho, mesmo ao lado estava a mó que outrora tinha produzido e alimentado a povoação. Sem hesitar ela seguiu-o, começando a sentir um formigueiro na barriga que lentamente descia... Ela tremeu e ele no mesmo segundo abraçou-a como se a quisesse proteger e dar-lhe o seu calor. Mais uma vez os seus olhos se cruzaram e ela sentindo-se cada vez mais liberta aproximou-se e mesmo de olhos fechados desenhou o caminho dos seus lábios com a ponta da língua, deixando-o com vontade de mais... fazendo com que a sua respiração começasse a ficar mais acelerada... Ele começou a tirar-lhe a roupa molhada em silêncio revelando o corpo que reagindo ao toque das suas mãos dava sinais de que queria mais... e mais...
 
Foi então que sem pensarem em mais nada, em ninguém, nem no tempo se deixaram envolver e os seus corpos uniram-se, entregando-se como se fosse a primeira vez... sucumbindo à paixão, querendo apenas partilhar desejos e prazeres há muito adormecidos...



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"Cause all you wanted to do was dance..."





"When I Was Your Man"

Same bed but it feels just a little bit bigger now
Our song on the radio but it don't sound the same
When our friends talk about you, all it does is just tear me down
'Cause my heart breaks a little when I hear your name

It all just sounds like oooooh…
Mmm, too young, too dumb to realize
That I should've bought you flowers
And held your hand
Should've gave you all my hours
When I had the chance
Take you to every party
'Cause all you wanted to do was dance
Now my baby's dancing
But she's dancing with another man

My pride, my ego, my needs, and my selfish ways
Caused a good strong woman like you to walk out my life
Now I never, never get to clean up the mess I made, ohh…
And it haunts me every time I close my eyes

It all just sounds like oooooh…
Mmm, too young, too dumb to realize
That I should've bought you flowers
And held your hand
Should've gave you all my hours
When I had the chance
Take you to every party
'Cause all you wanted to do was dance
Now my baby's dancing
But she's dancing with another man

Although it hurts
I'll be the first to say that I was wrong
Oh, I know I'm probably much too late
To try and apologize for my mistakes
But I just want you to know

I hope he buys you flowers
I hope he holds your hand
Give you all his hours
When he has the chance
Take you to every party
'Cause I remember how much you loved to dance
Do all the things I should have done
When I was your man
Do all the things I should have done
When I was your man


sexta-feira, 1 de agosto de 2014