sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Morre lentamente quem não viaja - Pablo Neruda

Mandaram-me este mimo e não resisto a partilhá-lo!
Obrigada Selma!
Bjinho

"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!

Pablo Neruda

2 comentários:

Anónimo disse...

E deixa mais um mimo para este fim de semana que para mim é prolongado :o) Todos temos os nossos altos e baixos, todos temos dias bons e outros menos bons. Não podemos é perder a capacidade de sonhar e de acreditar.

Eu por enqt e apesar de tudo ainda sonho (mto até!) por isso acredito que a vida ainda nos há-de sorrir mais cedo ou mais tarde.

Um bjs mto grande de mimo e com carinho Selma

Manuel disse...

Grande Neruda.