quarta-feira, 1 de outubro de 2014

“Music makes me _____________.”

A música é quem me ouve, com quem desabafo, que me lava a alma... que me faz chorar, que me faz rir, que me faz amar...
A música completa-me, sem ela faltaria qualquer coisa em mim...
 
Não sei tocar, fazer ou cantar, sei apenas ouvir e dançar, dançar, dançar...
 


O que significa a música para ti?
Aqui várias sensações!



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sabores...

Fecho os olhos e sinto o aroma do teu perfume de baunilha na pele do teu corpo.
Percorro o teu corpo salgado pela água do mar depois do mergulho que deste...
Miro-te deitada e sinto inveja das gotas de mar que permanecem coladas a ti.

Quero poder percorrer os teus recantos e curvas sem medos.
Quero poder levar-te à loucura sem contar os minutos.
Quero ter-te comigo, vibrar com o teu olhar de desejo, ver-te morder o lábio.
Quero ouvir-te gemer sem receio que nos oiçam...
Quero provar-te, saborear-te sem pressas... no meu menu de desejo!
Quero-te para mim... aqui e agora!



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Posso?...

Há momentos em que nos apetece fugir... Estar connosco...
Ir para um sitio onde podemos deixar correr as lágrimas sem ter que explicar o porquê das mesmas...
Olhar o mar e sentir a brisa a acariciar-nos o rosto, ouvir as ondas... respirar fundo e absorver a maresia...
Abstrairmo-nos de tudo e de todos...

Há momentos em que nos apetece virar a mesa... e gritar "estou farta"... deixar para trás o que não nos realiza e partir à aventura... sem medos...

Há momentos em que queres acreditar que há um caminho certo para seguir e que mesmo que não seja o que vives que podes começar um novo.,. mesmo com incertezas no futuro.

Há momentos em que nos questionamos se é isto que queremos e não temos a resposta que gostariamos de ter... apenas nos deixamos questionar...

Há momentos em que a coragem nos falta para tomar decisões que apenas o coração conhece e que toldam a razão...

Há momentos que acontecem nas nossas vidas apenas para testar os momentos que vivemos...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Moinho

As suas vidas tinham entrado na rotina do dia-a-dia... tudo o que faziam era quase mecânico... sem mudanças nas suas vidas geridas pelo relógio e pelo passar dos dias. Os tempos de paixão brindados pelas pequenos mimos com que se brindavam tinham ficado para trás... os tempos de namoro onde por vezes a adrenalina do perigo lhes aumentava o desejo e excitação perderam-se nas rotinas, nas contas diárias, nas inseguranças e até nas pequenas desconfianças que por vezes se instalavam nas suas vidas.
 
Todos os dias saiam juntos para irem trabalhar apenas separando-se no momento exacto em que cada um seguia o seu caminho, já pouco conversavam a não ser dos acontecimentos presentes... Regressavam juntos depois de um dia preenchido... Depois era o chegar a casa e retomar as rotinas domésticas... até no exercício diário tudo parecia sempre planeado.
 
Naquele dia mais uma vez sairam para a sua corrida lado a lado cada um com os seus phones e ouvindo músicas diferentes... em passo de corrida... o tempo estava carregado, anunciando uma trovoada e com cheiro de chuva ao longe... já distantes de casa foram apanhados pelas primeiras gotas que começaram a cair primeiro ao de leve mas rapidamente transformando-se em chuva forte. Não se via ninguém naquele caminho, pararam para ver onde se poderiam abrigar e foi então que avistaram aquele moinho abandonado ao longe... trocaram olhares e sem falar dirigiram-se para aquele que era o único abrigo à sua volta...
 
A porta estava semi aberta... empuraram e entraram... nesse momento os seus olhos cruzaram-se e olharam-se como havia tempo que não acontecia, a chuva tinha-os molhado e as roupas estavam coladas revelando curvas sem pudores. Ele deu-lhe a mão e sem dizer uma palavra levou-a para junto da escada interior do moinho, mesmo ao lado estava a mó que outrora tinha produzido e alimentado a povoação. Sem hesitar ela seguiu-o, começando a sentir um formigueiro na barriga que lentamente descia... Ela tremeu e ele no mesmo segundo abraçou-a como se a quisesse proteger e dar-lhe o seu calor. Mais uma vez os seus olhos se cruzaram e ela sentindo-se cada vez mais liberta aproximou-se e mesmo de olhos fechados desenhou o caminho dos seus lábios com a ponta da língua, deixando-o com vontade de mais... fazendo com que a sua respiração começasse a ficar mais acelerada... Ele começou a tirar-lhe a roupa molhada em silêncio revelando o corpo que reagindo ao toque das suas mãos dava sinais de que queria mais... e mais...
 
Foi então que sem pensarem em mais nada, em ninguém, nem no tempo se deixaram envolver e os seus corpos uniram-se, entregando-se como se fosse a primeira vez... sucumbindo à paixão, querendo apenas partilhar desejos e prazeres há muito adormecidos...



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"Cause all you wanted to do was dance..."





"When I Was Your Man"

Same bed but it feels just a little bit bigger now
Our song on the radio but it don't sound the same
When our friends talk about you, all it does is just tear me down
'Cause my heart breaks a little when I hear your name

It all just sounds like oooooh…
Mmm, too young, too dumb to realize
That I should've bought you flowers
And held your hand
Should've gave you all my hours
When I had the chance
Take you to every party
'Cause all you wanted to do was dance
Now my baby's dancing
But she's dancing with another man

My pride, my ego, my needs, and my selfish ways
Caused a good strong woman like you to walk out my life
Now I never, never get to clean up the mess I made, ohh…
And it haunts me every time I close my eyes

It all just sounds like oooooh…
Mmm, too young, too dumb to realize
That I should've bought you flowers
And held your hand
Should've gave you all my hours
When I had the chance
Take you to every party
'Cause all you wanted to do was dance
Now my baby's dancing
But she's dancing with another man

Although it hurts
I'll be the first to say that I was wrong
Oh, I know I'm probably much too late
To try and apologize for my mistakes
But I just want you to know

I hope he buys you flowers
I hope he holds your hand
Give you all his hours
When he has the chance
Take you to every party
'Cause I remember how much you loved to dance
Do all the things I should have done
When I was your man
Do all the things I should have done
When I was your man


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Dançando...


Sentiu-se afundar, precisava de respirar... queria agarrar-se e rumar para o porto seguro que a acompanhava... mas será que era mesmo isso que queria?

Quis ser ela mesma e lutar... queria conseguir fazer, dizer e gritar o que tinha lá dentro... sem medos...

Queria apenas libertar-se do passado, deixar de ter medo de o perder ou de se perder...

Por vezes queria deixar de ser como era e soltar-se... deixar-se levar pela vontade e fazer... sabia o que queria... sabia que o queria... sem medos... queria virar a página e deixar para trás os sonhos perdidos... sem ter que pensar em futuros... apenas viver o momento presente.

Queria satisfazer os seus desejos por mais loucos que fossem sem ter que se preocupar com os pormenores mundanos... queria fechar os olhos e quando os abrisse que ele estive ali a olhar-lhe nos olhos... sem cobranças... sem promessas e que apenas a tomasse nos braços e a fizesse sentir-se viva de novo...

Queria voltar a ouvir e sentir a música a subir-lhe pelas veias e dançar, dançar como dançava antigamente... fechando os olhos e soltando-se...revelando a sensualidade escondida e mesmo sabendo que os seus movimentos despertavam vontades em quem a rodeava... esquecer-se da multidão e dançar para si própria... 

Sabia quem poderia apagar aquele fogo que sentia... mas na falta dele, sabia que lentamente a dança a libertaria desse fogo...

imagem retirada da net


terça-feira, 29 de julho de 2014

Rumo incerto...

Saiu sem rumo, sem destino, sem hora marcada para voltar... com a cabeça cheia de momentos e de histórias do passado, do presente, sem saber qual seria o seu futuro.

Cortou as amarras que a mantinham presa a uma vida inteira sem querer olhar para trás... sabia que era um caminho sem retorno... seria? Sabia que aquele que a tinha acompanhado tinha tomado um caminho diferente... já não rumavam em sintonia...

Sem ressentimentos acertaram o que havia para acertar, tinha acabado o amor mas a amizade ficava, ficavam para as memórias lutas e batalhas que se foram conquistando... tinham deixado de ter os mesmos sonhos, deixado de ouvir as mesmas músicas, deixado de partilhar intimidades que só eles sabiam... No jardim que ambos cultivavam as flores foram murchando... com falta de alimento, secaram...

Não sabiam o que iria acontecer, se cada um tomaria o seu rumo ou se um dia se voltariam a cruzar...

Sabiam apenas que se os seus caminhos se voltassem a cruzar que teriam que voltar a conquistar-se... mimar-se... voltar a namorar como antes, voltar a amarem-se loucamente... pois só assim poderiam escolher o mesmo rumo!


terça-feira, 22 de julho de 2014

Êxtase...

Abriu o armário e com o olhar escolheu o vestido e os sapatos que a levariam ao destino...
Sorriu e vestiu-se como se aquelas peças fossem parte de si,
a sua segunda pele.
Saiu...
Desceu a escadas devagar sentindo cada degrau..
Percorreu as ruas da cidade sentido a noite... os sons... as conversas de café... e procurou...
Sentiu as notas ao longe a tocar e apressou o passo ansiosa por chegar...
Parou quando ouviu o som da guitarra... a voz do fadista que um dia a tinha feito sonhar...
Sorriu e continuou o seu caminho...
Queria mais, muito mais... queria sentir envolver-se por aquele som que um dia a tinha feito sentir-se diferente e especial...
Continou pois sabia que o havia de encontrar...
Começou a sentir o aroma da noite, cruzando-se com as sombras que se desenhavam nas janelas das ruas apertadas...
Foi então que ouviu... o som que a fez parar... tremer... sentiu a emoção a correr-lhe nas veias...
O friozinho na barriga... começou a sentir a adrenalina a subir...
Parou à porta e respirou fundo antes de entrar...
Com passos estudados entrou e parou no meio da pista de dança...
Ainda era cedo e apenas havia um par de dançarinos a desenharem sombras com os seus corpos...
Fechou os olhos e deixou-se possuir, sentiu as veias a latejar..
E entrou na sua dimensão... sentiu a música a percorrer-lhe o corpo.
A voz rouca do cantor envolveu-a... do músico que o acompanhava...
E no auge do prazer que sentiu... ela dançou!...

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Há pessoas que nos inspiram...

A vida é feita de bons momentos e inspirações... por acaso ou não cruzamo-nos com pessoas que nos inspiram... mas a mais importante de todas somos nós!
 
Temos momentos menos bons em que deixamos de acreditar em nós mas ainda bem que há momentos em que queremos acreditar e decidimos avançar.
 
Inspirada também pela Catarina aqui, desde o momento em que por um acaso há alguns anos "tropecei" no blogue dela... era tudo tão simples... os gostos, as partilhas, o abrir de coração, fez-me sorrir, fez-me chorar... quando a Catarina publicou o livro tive que comprar e devorei... e voltei a ter sorrisos e lágrimas mesmo já conhecendo as palavras que ela mais uma vez partilhou.
 
Hoje acabei de ler o segundo livro... aquele que comprei novamente cheia de vontade de ler, mas... havia qualquer coisa que não me deixava pegar nele... os meus receios, a minha falta de vontade de voltar a conseguir... no mês passado ganhei coragem e no caminho diário dos transportes comecei a ler... e encontrei-me nalgumas palavras, no meio de algumas frases... descobri a razão de alguns disparates que fui fazendo, chama-se "a fome-para-acalmar" e num misto de acordar vi ali escrito aquilo que eu no fundo sabia... e "zanguei-me" comigo, com o livro (só hoje acabei de o ler)... eu sei (porque já passei por isso) que há coisas que não vale a pena serem os outros a dizerem-nos... nós sabemos e temos que ser nós a decidir, a dizer É Hoje!, não vale a pena dizer amanhã faço...
 
Não é fácil... porque entre todas as correrias e agenda apertada tive que decidir que teria que fazê-lo sozinha... e decidi que ia literamente "por os pés à estrada", mesmo sem companhia (que servia de desculpa para ir adiando)... num momento meu... sem medos e a olhar para a frente... decidi também que sei dizer não, mas que há momentos em que podemos dizer sim... basta querer! E nas minhas conquistas comecei a caminhar... e já há quem diga que ainda irei correr! Um dia de cada vez!...
 
Decidi fazer as pazes comigo, com o espelho e com a balança, mas principalmente com o meu corpo e sem medo voltar a gostar mais de mim...
 
Há pessoas que nos inspiram...mas a principal que me inspira sou EU!